31
out 2010
O sol, a luz, a terra, a rosa;
A letra, a palavra, a frase, a prosa.
A estrela, a lua, a madrugada, a magia;
A rima, o som, a métrica, a poesia.
baião de dois;
começo, meio e fim.
poesia e prosa
feijão com arroz;
o infinito em mim.
A inocência, a beleza, a leveza;
O amor, a dor, o calor;
A paixão, o tesão, a razão;
Esses e tantos outros sentimentos perdem-se em nossos cotidianos cada vez mais vazios de essência. Mas, por que será que passam? Será que nada nessa vida é constante?
Porque não temos a necessidade de cultivar nossos bons sentimentos? Eu não tenho as respostas para essas perguntas. Você tem?
São perguntas de mais e respostas de menos. É uma equação matemática que não conseguimos efetuar.
De repente a futilidade toma conta da gente, de nossos desejos. Que coisa mais triste! A praticidade arrasta consigo nossa complexidade. Com isso ficamos todos iguais, ser diferente é loucura, pensar diferente é sintoma de psicopatia.
Quando falamos em calor humano, somos tratados como babacas, a amizade virou conveniência, casamentos são apenas cláusulas contratuais. Está tudo muito banal, muito estranho.
Vamos parar o mundo. Fazê-lo girar ao contrário, do jeito que está os laboratórios de remédios antidepressivos vão lucrar cada vez mais, os asilos e orfanatos estarão cada vez mais, cheios de crianças velhas marcadas pelo descaso e solidão.
Estamos levando tudo que é sério na brincadeira. Não conseguimos identificar a realidade porque não nos interessa, ela dói. Mas acontece que o tempo passa, as coisas mudam, transformam-se.
Então, se for para amar, amigos, vamos amar demais, se for pra viver, vamos viver com mais simplicidade, deixar de lado o consumismo exagerado que diferencia tanto as pessoas umas das outras.
Vamos reinventar o mundo, cultivar gentileza e sinceridade. Exalar a beleza que vem de dentro para fora, contaminar os outros com o vírus "respeito".
Está tudo tão confuso que nem sei o que estou dizendo.
Por um mundo melhor, o que você gritaria do alto de uma montanha?

Este é um trabalho de Jaqueline Zanetti e está licenciado por Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas License.
Baseado em um trabalho para o blog Rota Psicodélica.